O técnico Carlo Ancelotti convocou nesta segunda-feira (3) na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro, a seleção brasileira para os amistosos contra Senegal e Tunísia, nos dois últimos compromissos da equipe nacional em 2025.
Dos 26 convocados, Ancelotti chamou sete jogadores que atuam no futebol brasileiro, com destaque para nomes como Vitor Roque, do Palmeiras, e Luciano Juba, do Bahia, chamados pela primeira vez pelo italiano.
Vice-líder do Campeonato Brasileiro, o Flamengo teve dois jogadores convocados: o lateral Alex Sandro e o zagueiro Danilo.
Já presentes na última convocação, o goleiro Hugo Souza, do Corinthians, o zagueiro Fabrício Bruno, do Cruzeiro, e o lateral Paulo Henrique, do Vasco, voltaram a ser lembrados.
Dos atletas que atuam fora do país, o experiente volante Fabinho, 32, do Al Ittihad, também recebeu a primeira convocação sob o comando do treinador. O meia volta à seleção após um hiato de cerca de três anos, desde a participação com a seleção na Copa de 2022, no Qatar.
Vindo de uma derrota de virada para o Japão, o time enfrenta os senegaleses no dia 15 de novembro, no Emirates Stadium, em Londres, na Inglaterra, às 13h (horário de Brasília). Na sequência, viaja até a França para encarar a seleção tunisiana no dia 18, no Decathlon Stadium, em Lille, às 16h30.
Os próximos jogos devem servir para Ancelotti fazer os últimos testes antes da Copa do Mundo. Após os amistosos contra as seleções africanas, o Brasil terá apenas mais uma janela para se reunir antes do Mundial, em março, quando o treinador já pretende ter um grupo mais próximo daquele que deve levar ao torneio.
“Creio que, nos últimos jogos, mudamos muito a equipe para fazer testes. É sempre positivo, é uma evolução que temos que fazer”, afirmou Ancelotti. “Nessa convocação, tenho jogadores como Fabinho e Luciano Juba, que quero avaliar, e Vitor Roque, que está fazendo um bom campeonato”, acrescentou o treinador.
Em sua melhor fase desde que chegou ao Palmeiras, Vitor Roque é o atual artilheiro do time no Campeonato Brasileiro, com 13 gols e três assistências, em 28 partidas. Ele não era chamado para defender a seleção brasileira desde março de 2023, quando o interino Ramon Menezes convocou o atacante, então no Athletico-PR, para amistoso contra a seleção de Marrocos.
O técnico da seleção brasileira disse também que, embora o Campeonato Brasileiro esteja se aproximando da reta final, a prioridade no momento não é preservar os elencos dos times, mas sim encontrar o grupo ideal da seleção brasileira para a Copa. “Acredito que, quanto mais tempo passo com os jogadores, mais próximos estamos do que pode ser a lista definitiva”, afirmou.
Ancelotti também abordou a nova chance dada ao zagueiro Fabrício Bruno, que falhou em dois dos gols do Japão no último jogo da seleção. Segundo o treinador, a convocação leva em conta mais do que alguns lances isolados de apenas uma partida.
“A verdade é que ele saiu triste no jogo contra o Japão, mas o pensamento do estafe técnico da CBF não é baseado somente no erro dele contra o Japão. É baseado em muitos jogos que ele vem fazendo bem. Temos confiança nele, nas suas características. Creio que, em geral, o erro é um bom momento para aprender”, afirmou.
O técnico italiano comandou a seleção brasileira em seis partidas desde o início de junho, com três vitórias, um empate e duas derrotas.
Nos primeiros meses de trabalho, Ancelotti promoveu uma série de testes para conhecer melhor o grupo à disposição, mas também já sinalizou algumas preferências, como os volantes Casemiro e Bruno Guimarães no meio, com Marquinhos na zaga e Vinicius Junior no ataque.
Os primeiros meses do italiano no Brasil também foram marcados pela não convocação de Neymar. O técnico citou a condição física ainda longe do ideal do jogador do Santos como critério para deixá-lo de fora da equipe.
“Não falei novamente com Neymar. Vamos ver quando ele poderá estar recuperado para voltar a jogar [pela seleção brasileira]”, disse Ancelotti. O atacante voltou a atuar pelo Santos no último sábado (1º), em empate com o Fortaleza na Vila Belmiro, após 48 dias de ausência por causa de uma lesão muscular na coxa direita.
“Pode ser que leve um jogador que não tenha intensidade para o primeiro ou o segundo jogo, mas não vou levar um jogador que não tenha intensidade para todo o Mundial. Precisamos de jogadores fisicamente com nível top”, assinalou o treinador.
Primeira edição com 48 seleções —16 a mais do que no Qatar, em 2022—, a Copa do Mundo de 2026 terá 104 partidas, com as equipes divididas em 12 grupos com quatro times cada um. Os dois primeiros de cada chave avançam, com as 32 seleções passando a se enfrentar em partidas de mata-mata.
O sorteio da fase de grupos está programado para 5 de dezembro, em Washington.
A competição começa no dia 11 de junho de 2026, no estádio Azteca, na Cidade do México, com a final no dia 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Confira a lista de convocados
Goleiros
Bento (Al Nassr)
Ederson (Fenerbahçe)
Hugo Souza (Corinthians)
Defensores
Alex Sandro (Flamengo)
Caio Henrique (Monaco)
Luciano Juba (Bahia)
Paulo Henrique (Vasco)
Wesley (Roma)
Éder Militão (Real Madrid)
Danilo (Flamengo)
Fabrício Bruno (Cruzeiro)
Gabriel Magalhães (Arsenal)
Marquinhos (PSG)
Meio-campistas
Andrey Santos (Chelsea)
Bruno Guimarães (Newcastle)
Casemiro (Manchester United)
Fabinho (Al Ittihad)
Lucas Paquetá (West Ham)
Atacantes
Estêvão (Chelsea)
João Pedro (Chelsea)
Luiz Henrique (Zenit)
Matheus Cunha (Manchester United)
Richarlison (Tottenham)
Rodrygo (Real Madrid)
Vinicius Junior (Real Madrid)
Vitor Roque (Palmeiras)
Fonte: Folha de São Paulo