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Futebol ganha novas regras para evitar ‘cera’ – 28/02/2026 – Esporte

Jogador do São Paulo cobra escanteio em partida contra o Mirassol no Pacaembu - Mauro Horita - 19.jan.19/Folhapress

A Ifab (International Football Association Board), instituição que coordena as regras do futebol, aprovou neste sábado (28), em sua reunião anual, realizada no País de Gales, um pacote de medidas destinadas a aumentar o ritmo das partidas e reduzir a chamada “cera” no futebol.

Entre as mudanças, que serão implementadas a partir da Copa do Mundo deste ano, estão a limitação de tempo para a cobrança de laterais e tiros de meta e um tempo fora de jogo para atletas que recebem atendimento durante a partida.

A primeira mudança altera o atendimento médico. Quando um jogador receber atendimento em campo por lesão ou sua lesão interromper a partida, ele ficará fora do jogo por um minuto após o reinício.

Em cobranças de lateral e tiro de meta, caso o juiz considere que o atleta está demorando demais para efetuar a cobrança, ele começará uma contagem de cinco segundos. Se o atleta ultrapassar esse tempo, o lateral será dado ao time adversário; no caso do tiro de meta, o adversário ganhará um escanteio.

Durante as substituições, o jogador que vai deixar a partida terá de sair do gramado em até dez segundos após a exibição da placa de substituição ou, quando não houver placa, após o sinal do árbitro. Caso esse tempo seja ultrapassado, seu substituto só entrará quando houver uma paralisação após transcorrido um minuto de jogo.

O VAR também terá novos protocolos e será usado para rever cartão vermelho decorrente da aplicação incorreta do segundo amarelo, analisar cartão vermelho ou amarelo mostrado a jogador errado e rever marcação claramente incorreta de escanteio.

O Ifab também anunciou que abrirá uma consulta para discutir possíveis medidas contra o hábito de jogadores cobrirem a boca ao conversarem com adversários durante as partidas.

O tema ganhou força após a denúncia de Vinicius Jr. contra Prestianni, do Benfica, acusado de tê-lo chamado de “macaco” em jogo da Champions League enquanto ocultava a fala ao cobrir a boca com a camisa.

Outra medida que será debatida é a permissão para que jogadores possam deixar o campo em ato de protesto contra a arbitragem e suas decisões.

Fonte: Folha de São Paulo

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