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Brasil ganha primeira medalha nas Paralimpíadas de Inverno – 10/03/2026 – Esporte

Cristian Ribera durante a prova de sprint do esqui cross-country nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina - Sarah Meyssonnier - 10.mar.26/Reuters

O Brasil conquistou nesta terça-feira (10) a primeira medalha de sua história nos Jogos Paralímpicos de Inverno, com Cristia Ribera, 23, ficando com a prata na prova de sprint sentado do esqui cross-country.

Atual campeão mundial e um dos favoritos na disputa, o brasileiro liderou as classificatórias e também a maior parte da prova final, mas acabou ultrapassado nos últimos metros do percurso de 1,024 km pelo chinês Liu Zixu, que fez o tempo de 2min28s9, contra 2min29s6 de Ribera. O cazaque Yerbol Khamitov completou o pódio, com 2min29s9.

“Queria ganhar a medalha de ouro. Foi muito mais mérito do chinês. Estou muito feliz, é um sonho realizado. A próxima meta,claro, é o ouro”, afirmou o esquiador brasileiro, que ainda compete nas provas de 10 km, na quarta-feira (11); no revezamento por equipes, no sábado (14); e nos 20 km, no domingo (15).

“Estamos competindo há tantos anos, são oito anos no circuito. Poder estar no pódio, representando o Brasil, estou muito orgulhoso”, acrescentou o medalhista olímpico, emocionado.

“Estou muito contente, orgulhoso. É um trabalho de longo prazo, quase 12 anos trabalhando. E hoje finalmente chegamos, quebramos essa barreira. É uma medalha inédita para a América Latina. Está todo mundo de parabéns, fizemos um trabalho fantástico”, disse Anders Pettersson, presidente da CBDN (Confederação Brasileira de Desportos na Neve).

Natural de Cerejeiras, em Rondônia, e criado em Jundiaí, no interior paulista, Cristian Ribera já está em sua terceira participação paralímpica.

Na estreia, em PyeongChang-2018, na Coreia do Sul, quando tinha somente 15 anos, Ribera conquistou o sexto lugar na prova de 15 km do esqui cross-country, o melhor resultado do Brasil na história dos Jogos de Inverno até Milão-Cortina.

Desde então, consolidou-se com um dos principais nomes da modalidade. Ele foi o primeiro brasileiro a conquistar o Globo de Cristal no esqui cross-country paralímpico, sagrando-se campeão geral da temporada 2024/2025.

Neste início de temporada, manteve o momento positivo nas pistas de neve e faturou dois ouros nas provas de 1 km e 10 km em etapa da Copa do Mundo em Finsterau, na Alemanha, em janeiro.

Irmão de Eduarda Ribera, que competiu nos Jogos de Inverno no esqui cross-country, o esquiador rondoniense nasceu com artrogripose, doença congênita que afeta as articulações localizadas nas extremidades do corpo. Ao longo da vida, foi submetido a 21 cirurgias nas pernas.

Também nesta terça-feira, a paranaense Aline Rocha alcançou o quinto lugar na prova de sprint sentado do esqui cross-country na categoria feminina, com o tempo de 3min21s, renovando o melhor resultado das mulheres do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno. O melhor resultado era da própria Aline, com um sétimo lugar nos 15 km do esqui cross-country em Pequim-2022.

Fonte: Folha de São Paulo

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